segunda-feira, 11 de agosto de 2014

“Tudo o que temos cá dentro”



Modelos Sistêmicos

Ficha de leitura – exercício nº 1

 Metáfora: “Tudo o que temos cá dentro”

 Esta metáfora baseia-se num romance de Daniel Sampaio (psiquiatra e
terapeuta) que retrata o caso real de um jovem com… “muita coisa lá dentro”. Na
verdade se colocarmos a nós próprios a questão “O que é tudo que se tem cá dentro?”,
vemo-nos perdidos no longo trilho da subjetividade humana.

E, afinal, temos todos tanta coisa. Somos, primeiramente, um ser biológico, químico ou físico, mas também
um ser social e cultural com uma componente psicológica influente em toda a nossa vida.

Somos aquilo que respiramos, cheiramos, pensamos, fazemos, e somos, também, o inverso, ou seja, aquilo que não pensamos e aquilo que não fazemos. Ás vezes somos aquilo que nunca imaginamos que fossemos, simplesmente aquela resposta nunca colocada. É neste sentido que parece que escondemos algo de nós a nós mesmos; as
nossas insanidades, as nossas vergonhas, a função do nosso sintoma ou o sintoma da
nossa função.

 Porquê? “Em 1973 eu regressava da guerra e sabia feridos, do latir de gemidos, de minas, de ventres esquartejados pela explosão das armadilhas, sabia de prisioneiros e de bebés assassinados, sabia do sangue derramado e da saudade, mas fora-me poupado do inferno” António Lobo Antunes.

É nesta luta para nos “pouparmos do inferno” que escondemos tudo, tudo aquilo
que um terapeuta tem de encontrar para conseguir uma mudança na estrutura de um
sistema.

 Autores: Ana Paula Relvas.
 Título: Conversas com famílias. Discursos e perspectivas em terapia familiar.
 Ano: 1999.
 Editor: Afrontamento.














Fecundação Os primeiros registro da matriz de todos os sentimentos de rejeição ou amor é vivido pelo ser humano, tem sua primeira experiência na FECUNDAÇÃO Por isso é necessário que a gestação seja regada de sentimentos de amor e acolhimento. Esse registro será determinante para que a pessoa apresente em sua vida características e comportamentos para toda sua vida.
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