segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ginástica Mental

Ginástica Mental

O neurólogo Elkhonon Goldberg da Universidade de Nova York, Diretor do Instituto de Neuropsicológica e funcionamento Cognitivo, revelou em suas pesquisas o seguinte:

Durante muitos anos acreditaram que, a partir de certa idade os neurônios não se renovava mais.
Suas pesquisas demonstraram que o cérebro pode se regenerar mediante seu uso e potencia-ação. A chave para se conseguir se chama: “NEUROPLASTICIDADE” QUE É MOLDAR A MENTE, o CÉREBRO, através da atividade.

Investigadores no mês de março de 2000, da Universidade de Londres, descobriram que os taxistas desta cidade tinham uma parte do cérebro, o Hipocampo – região importante para memória espacial-, particularmente desenvolvida, muito mais que o resto das pessoas. “O cérebro muda de forma”, segundo as áreas que mais utilizamos.

Os taxistas desenvolviam mais essa zona porque a exercitavam mais, memorizando cada dia ruas e rotas não minguava, mas aumentava com os anos.

Em 2002, cientistas alemães encontraram os mesmos achados na Circunvolução de Heschl dos músicos, área da matéria cerebral importante para processar a musica... E, em 2004, o mesmo resultado teve o Instituto de Neurologia de Londres, na circunvolução angular esquerda, estrutura cerebral importante para a linguagem, no cérebro das pessoas bilíngües...

Os seres humanos podem criar novos neurônios ao longo de toda a vida.

O esforço para criar novos neurônios pode incrementar-se mediante o esforço mental.

Os efeitos são específicos: dependendo da natureza da atividade mental, os neurônios novos se multiplicam com especial intensidade e distintas zonas cerebrais


DESTAS EXPERIÊNCIAS SE PUDERAM OBTER OS SEGUINTES RESULTADOS:

Os novos neurônios vão parar nas zonas do cérebro que mais usamos: isto é o que se denomina “Neuroplasticidade”: a atividade pode moldar a mente. “isto demonstra a importância de mater uma atividade mental intensa, conforme avançamos na idade.”

O exercício físico protege nossa saúde cardiovascular, o exercício cognitivo protege nossa saúde cerebral; é fator de proteção contra a demência e senilidade.

“O moderno estudo da Neuroplasticidade demonstra que os cérebros das pessoas de mais idade não degeneram, mas que uma evolução particular de acordo com a atividade realizada que converte a essas pessoas em gente “sabia” guando chega a velhice”.

O CÉREBRO MUDA DE FORMA SEGUNDO AS ÁREAS QUE MAIS UTLIZAMOS

Nas pessoas, à medida que avançam em idade, se dá naturalmente uma deterioração maior no hemisfério direito que no esquerdo, que é o encarregado de por em marcha tarefas já aprendida e consolidadas.

Para aprender algo precisamos e necessitamos mais o hemisfério direito, porém quando alcançamos certo nível de perícia, essas atividades passam a ser controladas pelo hemisfério esquerdo.

Ao longo da vida, acumulamos um repertório de destrezas cognitivas – habilidades e capacidades para reconhecer padrões – que nos permitem abordar novas situações com familiaridade. E o que popularmente chamamos “Experiências”.

À medida que avançamos em idade nossa atividade mental está mais dominada por essas “rotinas cognitivas”, pelo “piloto automático”.

Isto não é mau, pois permite resolver problemas complexos mediante o “reconhecimento instantâneo” de padrões, sem muito esforço, problemas que podem se consistir num verdadeiro “repto” para uma mente mais jovem.

Porém, a estimulação cognitiva, que obriga a utilizar o hemisfério direito, e um ingrediente no estilo de vida, que ajuda a evitar a deterioração cognitiva.

A corrente cientifica dominante respalda a afirmação de que a vida mental intensa desempenha um papel essencial no bem-estar cognitivo nas etapas avançadas da vida.

Que tal a idéia de incluir o exercício cognitivo de forma regular como uma coisa pertinente ao nosso estilo de vida?

Seria extraordinário se nossa incipiente compreensão da função da Neuroplasticidade na conservação da saúde mental, desse lugar a aparição de um novo fenômeno de massas: A GINÁSTICA MENTAL!

Jornal BEM FORTE – Por Elkhonon Goldberg
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