terça-feira, 29 de setembro de 2009

APRENDIZAGEM


Tudo que aprendi não foi no jardim de infância, na escola e muito menos na univercidade.
Tudo que aprendi foi no meu lar.


O equilíbrio, superação, resiliência, amor, longaminidade, caridade, paciência, perdão, foi à educação que meus pais ensinaram.

A mão que balançou o meu berço não foi da familia extensiva e sim nuclear.
Hoje percebo como foi importante aproximação e abrangencia do resultado.
Familia proposta divina no ciclo vital de qualqer ser humano.
Sou a filha mais velha e quando aprendi andar de bicicleta, minha irmã e meu irmão eram ainda muito pequenos. Não esqueço a clama e o equilíbrio dos meus pais. Meu sonho era possuir uma bicicleta e logo que meus pais puderam promoveram esse presente.
Meu pai era lixeiro, faleceu quando eu tinha dezessete anos, mãe está viva. Minha casa era de um quarto, sala,cozinha e banheiro, o quintal penquenino. Morava numa vila. O quintal e a sala era o lugar que acolhia as brincadeiras, a sala era onde nós domiamos.
O diálogo e as brincaderiras eram relevante no processo decisório em nosso lar. Ganhei a bicicleta, meu pai colocou somente uma rodinha para ajudar no equilíbrio, conversamos muito antes de aprender. Ele me ensinou, não tive medo, meu pai passou segurança e equilibrio, aprendi numna ura com pequena descida.
No primeiro dia que andei, ele tirou as rodinhas e até hoje ando de bicicleta. Aprendi muito com meus pais e hoje procuro manter o diálogo aberto com minhas filhas e meu esposo.
Conversamos muito antes de tomar qualquer decisão. Pretendo dar continuidade ao aprendizado.
Não consigo perceber ponto fraco e somente ponto forte no vínculo familiar.
Não tive problemas de aprendizagem. Quando meu pai faleceu , estava ao lado dele e ele em meio à dor, foi ensinando como deveria agir nesse momento tão difícil. Tudo que ele me ensinou coloquei em prática no dia do falecimento. Providenciei tudo para que ele fosse velado.
Sofri muito e sofro até hoje,acredito que esse luto não vai passar, mais procuro dar uma nova forma, uma nova roupagem ao sofrimento e ensinar as minhas filhas que a vida é apenas uma passagem e que devemos nos mover para ter consciência e viver bem promovendo qualidade de vida para todos que estão ao redor.

NÃO FOI NO JARDIM DE INFÂNCIA, FOI A MINHA FAMILIA QUE PROMOVEU A EDUCAÇÃO

Trabalhei como prestadora de serviços numa escola estadual no bairro de Padre Miguel/RJ, onde os professores não conseguiam vínculo com os educandos.

O diretor relatou alguns problemas existenciais e conforme relatos fui para sala de aula.
Os alunos pertenciam ao ensino médio e todos apáticos. Não expressavam sentimentos, não falavam, não participavam, não vibravam. Suas faces revelavam dor. Eles não aceitavam nenhuma disciplina. Os educadores estavam cansados
No primeiro momento procurei o diálogo e nada. Tentei toda forma lúdica e nada aconrtecia. O que estava faltando? Lembrei do curso de pedagogia, lembrei do jardim de infância, lembrei dos meus pais e falae com els a palavra POESIA. O que aconteceu? Abriu-se um leque!
Pedi para eles escreverm poesias e não dei tema. Descobri nesse momento que todos, todos mesmo, eram alunos que perderam seus familiares na guerra do tráfico. Tinham vontade de justiça, foi nesse momento que compreendi que precisava fortalecer nossos vínculos.
A POESIA passou fazer parte dos nossos encontros. Fiquei nessa turma durante seis meses, depois, uma vez por semana trabando valores que corroborassem com o aprendizado. Foi uma excelente experiência pedagógica. O diálogo foi fundamental para o aprendizado desses educandos vítimasde uma sociedade corrompida.
Essa questão deve ser analisada e estudada pelas perspectivas da sociedade, da escola e dos alunos.
Precisamos aprender como educadores OLHAR ATRAVÉS DAS NOSSAS PRÓPRIAS LENTES, essas lentes não podem estar embaçadas.
O educando tem suassubjetividades. Compreender que o currículo do aluno nãoé aquele que a escola proprõe, pois o sujeito é um individuo singular e multicultural.
Educadores também podem errar.
Educar é amar.
Não podemos psicopedagogizar, se é que seria essa a melhor palavra.
Educando e educador tem suas necessidades fisiológicas e sociais, necessidades de auto estima e realização. Somos seres humanos e precisamos estar entendo e compreendendo a educação pelsos seus quatro pilares da educação: APRENDER SER, CONVIVER, FAZER E CONHECER.
Aprendi com minha familia que o diálogo é muito importante, importante também é saber ouvir, ouvir é muito difícil, para muitos é insurpotável. Hoje quando estou em sala de aula ou não, procuro ouvir meus alunos e perceber a demanda que cada um traz, estamos vivendomomentos difíceis.
Vale apena acreditar e amar cada indivíduo nas suas especificidades.
Precisamos casas com nossa profissão, já qu a univercidade não bateu na minha porta.
Nós que buscamos, então precisamos viver em lua de mel. Não é utopia o que estou escrevendo , mais amo a minha profissão.

"Ensine a criança no caminho emque devae andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dels" Provérbios 22:6

Esse provérbio era sempre lembrado no meu lar.

INSTRUIR tem a idéia de um pai que graciosamente investe numa criança toda sabedoria, amor, educação e disciplina que é necessária para que ela se torne plenamente comprometida com a família e Deus. Isso pressupõe maturidade emocional e espiritual dos pais para fazerem isso.

NO CAMINHO EM QUE DEVE ANDAR, significa fazer essa instrução de acordo com a personalidade, dons e aspirações únicas das criança. Significa também treinar a criança a evitar o comprometimento total com a falta de responsabilidade, falta de disciplina, suscetibilidade para depressão, desencorar a rebelião, teimosia e desobediência.

Familia, Escola e Sociedade devem se apoderar desse conhecimento e viver de mãos dada com a educação

Autora:Kátia Barbosa Rumbelsperger Alvim do Carmo
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