domingo, 11 de maio de 2008

Criança Abrandonada e Sua História Social

Essas informações foram realizadas por diversas pesquisas e leituras. Precisamos trazer o invisivel para o visível. Estou cansada de tanta hipocrisias, mentiras e insanidades. Nossa crianças sofrem muito e essa carga, leva para adolescencia até a vida adulta. Por isso hoje resolvi revelar algumas notas, pasmem! é muito triste.

O ABANDONO DAS CRIANÇAS
Pretendo mostar aqui a arqueologia e a trajetória do fenômeno do abandono de crianças, através da História, no Ocidente e no Brasil. Esse abandono começa no Velho Mundo que implica na violência que estamos vivenciando hoje.
Sobre esse tema temos uma vasta literatura que vem sendo publicada nas duas últimas décadas. Só que infelizmente, poucos se interessam, digo, não sabem que essa história e real.
Vou tentar reconstituir a história da exposição de bebês na Europa foi facilitada. "Estudo da infância desvalida".
No Brasil, os estudos são raros e pontuais. A "História é filha de seu tempo", dizia, Marc Bloch.
O ato de expor os filhos foi introduzido no Brasil pelos brancos europeus - o índio não abandona os próprios filhos. Aí está outro dos lados perversos da colonização.
Para que se entenda essa história, preciso agora ir ao passado.
Artigo de
Maria Luíza Marcílio
CARIDADE PÚBLICA EMERGÊNCIA.SÉCULO XI A XIV
No século XI, elaborou-se a primeira enunciação das obras de misericórdia:
"Guarde sempre a caridade em seu coração.Lembre-se daqueles que lutam pela paz fraternal. Alivie os pobres. Visite os doentes. Enterre os mortos".
Esses cinco preceitos passaram a ser mais tarde sete, sem, no entando, mudar sua essência. Tratava-se de um programa, fundado na caridade para com Deus e para com o próximo, de acordo com a perspecitva da salvação , proposto tanto do clero como aos leigos desde fins do seculo XI. É um programa de misericóridia, compaixão e caridade, em umasociedade renovadana qual a cidade começava sua crescente ascensão sobre o campo.
Não criar filhos alheios encontrado em abandono passou a ser uma grande impiedade. No século XVII o padre jesuíta português ALEXANDRE DE GUSMÃO descrevia, com prioridade, o comportamento nessa fase da Idade Média, dos que acolhiam uma criançaencontrada exposta, como " ATO DE SUMA PIEDADE PARA O MISERÁVELENJEITADO, E DE SUO MERECIMENTO PARA COM DEUS". E continuava: "É MAIOR AMISERICÓDIA E A PIEDADE PARA COM O MISERÁVEL DESAMPARADO, QUANTO A MISÉRIA, E O DESAMPARO É MAIOR... que é sumo ato de caridade, e piedade cristã criá-lo, ou mandá-lo criar, para que não pereça".
MICHEL MOLLART nos ensina que, na IDADE MÉDIA, o ideal de uma fidelidade maior à mensagem evangélica e aos modos de vida da Igreja Primitiva incitou alguns padres seculares a promover um apostolado, associando uma atividade caritativa conccreta ao rigor da vida comum de inspiração monástica. A corrente, nascida no século XI e reforçada pelas experiências eremíticas, teve êxito particularmente nas regiões mediterrâneas.
A segunda metade do século XII foi para as obras de misericódia uma época de mutações e de iniciativas. Alguns antigos capítulos canônicos deixaram de considerar a assistência como uma manifestação essencial da espiritualidade. Ao mesmo tempo, algumas iniciativas laicas fundaram confrarias caritativas urbanas, sendo que algumas delas se constituíram em congregações, como foi o caso da célebreiniciativa de GUY DE MONTPELLER (1160) - QUE ANALISAREMOS MAIS ADIANTE - voltada para a assistências aos pobres, aos doentes, e às crianças abandonadas.
A multiplicação de pequenos hospitais para os desamparados e os pobres teve lugar nas cidades ou em seus arredores. Nas regiões mais densamente urbanizadas da Europa mediterrânea e dos chamados Países Baixos foram cirados pequenos estabelecimentos hospitalares de assistência aos pobres.
Por outro lado, não se pode deixar de assinalar o papel das mulheres na caridade laica. Rainhas, nobres e burguessas fundaram domus hospitalitatis em várias partes da cristandade.
Merecem destaque também as caridades coletivas. As confrarias de misericórdia surgem no século XII, como sociedades de socorros mútuos, tanto materiais como espirituais, funcionando em circuito fechado, uma vez que a assisência por elas prestada se limitava aos membros da associação ou da corporação.
Ao caráter coletivo das obras de misericórdia juntou-se a intervenção das autoridades comunais. Já se prenuncia, no séculol XII, o controle dessas autoridades sobre o estabelecimento e a gestão das instituições de assistência.
Multiplicam-se os leprosários, as albergarias, os hospícios, as mercearia, os asilos,etc. Mas renovar e desenvolver as obras de misericórdia não bastava. Os pobres tinha se tornado mais visíveis nas cidades e começavam a fazer ouvir suas vozes, recebndo apoio e estímulos da sociedade.
"O número crescente de pobres, de pessoas incapazes de asseguar por si mesmas sua existência material, pôs em prova a doutrina teradicional de beneficência e de assistência aos pobres. As formas existentes, ou seja, as instituições eclesiasticas mostraram-se totalmente despreparadas, enquanto a proteção dos deserdados continuou sendo uma das principais missões temporais da Igreja. As iniciativas caritativas se multiplicam,a partir de então, fora da Igreja, encorajadas pelos predicadores a caridade torna-se uma das virutudes mais louváveis.
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